O energético piora o aneurisma? A dúvida ganhou repercussão após a morte de Gabriella Vieira Alexandre, de 23 anos, encontrada sem vida no banheiro de casa no bairro Parque do Sol, em Campo Grande, na segunda-feira (27). O caso teve como causa confirmada um aneurisma cerebral, enquanto a polícia investiga as circunstâncias da morte.
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Copos e latas de energético encontrados no imóvel chamaram atenção e levantaram questionamentos sobre possível relação entre o consumo da bebida e o quadro clínico. No entanto, conforme informações médicas e do Ministério da Saúde, não há relação direta entre energéticos e o surgimento de aneurismas.
O aneurisma ocorre quando há enfraquecimento na parede de uma artéria, podendo levar à dilatação e, em casos graves, ao rompimento. Um dos principais fatores de risco é a hipertensão arterial. Bebidas energéticas, por conterem alta concentração de cafeína, podem contribuir para aumento da pressão arterial, o que pode agravar quadros de risco já existentes, mas não são consideradas causa direta da doença.
Segundo relatos da família, Gabriella chegou a procurar atendimento dias antes após sentir forte dor de cabeça, sendo atendida em uma UPA e liberada sem exames de imagem. Dez dias depois, foi encontrada sem sinais vitais pelo marido.
No local, foram identificados copos com bebida semelhante a energético, além de diversas latas no imóvel, indicando consumo frequente. O caso também registrou acionamento do Corpo de Bombeiros, mas a jovem já estava em óbito. A causa médica apontada posteriormente foi choque neurogênico associado a aneurisma cerebral.
Sintomas e riscos
De acordo com o Ministério da Saúde, aneurismas podem ser assintomáticos até o rompimento. Quando há sinais, os mais comuns incluem dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e perda de consciência.
Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, porém a jovem já estava em óbito. (Arquivo Pessoal)
Fatores de risco
Os principais fatores incluem hipertensão não controlada, tabagismo, colesterol elevado, obesidade e predisposição genética.
Prevenção
Entre as recomendações estão controle da pressão arterial, alimentação equilibrada, prática de exercícios, não fumar e evitar consumo excessivo de álcool.
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