Nike anunciou nova rodada de cortes, com 1.400 demissões concentradas na área de tecnologia. (Foto: Gabby Jones)A Nike anunciou a demissão de cerca de 1.400 funcionários, principalmente na área de tecnologia, em mais uma etapa da reestruturação adotada para tentar conter a queda nas vendas. Os cortes foram comunicados na quinta-feira, 23 de abril, e atingem trabalhadores da América do Norte, Europa e Ásia.
Segundo a empresa, a medida faz parte do plano de recuperação em andamento. Em comunicado interno, o diretor de operações, Venkatesh Alagirisamy, afirmou que a companhia está perto de concluir a reorganização e quer operar com “mais agilidade, simplicidade e precisão”. Ele disse ainda que a decisão não representa uma mudança de rumo, mas a continuidade de um processo já iniciado.
A maior fabricante de artigos esportivos do mundo tenta reagir a uma fase ruim, marcada por erros de estratégia e perda de fôlego nas vendas. Nos últimos anos, a marca passou a apostar mais em produtos de estilo de vida e se afastou de calçados e roupas voltados ao desempenho esportivo.
O atual diretor executivo, Elliott Hill, vem conduzindo o reposicionamento da empresa com foco maior no esporte e na aceleração do desenvolvimento de produtos. No início do ano, ele afirmou que as demissões seriam parte da reestruturação necessária para reorganizar a companhia.
Em março, a Nike já havia informado a investidores que esperava nova queda nas vendas em 2026. A empresa apontou que o crescimento na América do Norte vinha sendo compensado pelo desempenho fraco na Ásia, especialmente na China, além dos efeitos da instabilidade gerada pela guerra no Oriente Médio e pela alta do petróleo.
A reorganização já vinha provocando cortes em diferentes áreas. No ano passado, a empresa reduziu parte do quadro corporativo e, em janeiro, eliminou quase 800 vagas em centros de distribuição.
Agora, a área de tecnologia será uma das mais afetadas. A empresa decidiu concentrar equipes na sede, em Beaverton, no estado do Oregon, e também em seu centro tecnológico de Bengaluru, na Índia. Os cortes também atingem funcionários das fábricas ligadas ao Air, sistema de amortecimento da marca, e profissionais da cadeia de suprimentos de matérias-primas, que passarão a ser integrados às equipes de calçados e vestuário.
A Converse, marca controlada pela Nike e que também enfrenta dificuldades para recuperar as vendas, vai transferir parte de seus recursos de engenharia para locais mais próximos das fábricas que atende.
De acordo com Alagirisamy, as mudanças buscam enxugar a cadeia de suprimentos, acelerar a adoção de novas tecnologias e melhorar a relação com fornecedores.
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