Caminhoneiros autônomos poderão acessar o benefício para compras de até R$ 600 mil. (Foto: Freepik) A compra de caminhões e veículos de transporte pode ficar mais barata para motoristas autônomos, após a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovar um projeto que prevê isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nesses casos.
A proposta amplia o benefício para caminhoneiros e também para condutores de transporte escolar e complementar que utilizam vans e micro-ônibus, com possibilidade de reduzir custos de aquisição e influenciar a renovação da frota no setor.
Pelo texto, poderão ser adquiridos com isenção de IPI veículos novos de fabricação nacional dentro de limites de preço, sendo caminhões de até R$ 600 mil e vans ou micro-ônibus de até R$ 300 mil. O benefício terá intervalo mínimo de dois anos entre compras.
Outro ponto previsto é a mudança na forma de comprovação da atividade profissional. O projeto dispensa a exigência de vínculo com entidades privadas e estabelece que a validação seja feita por meio de registro em órgão público competente, o que tende a ampliar o acesso ao benefício entre autônomos.
Impactos no setor
Embora o foco direto esteja nos motoristas autônomos, o texto pode gerar reflexos em toda a cadeia do transporte. A redução no custo de aquisição de veículos pode facilitar a entrada de novos profissionais e estimular a renovação de frota, cenário que pode alterar a dinâmica de concorrência em segmentos como transporte de cargas fracionadas e de passageiros.
A eventual modernização dos veículos em circulação também pode influenciar padrões de eficiência, segurança e exigências contratuais no setor.
Por outro lado, o impacto sobre o valor do frete não é imediato. A formação de preços depende de fatores como custo do diesel, demanda e regulação, o que dilui possíveis efeitos ao longo da cadeia logística.
Tramitação
O projeto ainda não está em vigor e segue em análise na Câmara dos Deputados. O texto precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Caso seja aprovado, pode seguir para o Senado. Depois disso, ainda depende de sanção presidencial e regulamentação para que a isenção passe a valer.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Mídia MS no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.







