Atrasos na apuração do primeiro turno para escolha do novo presidente do Peru provoca renúncia do chefe da autoridade eleitoral do país.
Vinte e sete milhões de eleitores puderam ir às urnas para votar no dia 12 de abril.
A decisão de Piero Corvetto de deixar o cargo de chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais foi aceita por unanimidade pela Junta Nacional de Justiça, do Peru, nessa terça-feira (21).
Corvetto deveria ficar até 2028, mas publicou uma carta dizendo que sua saída era “necessária e inadiável”. Ele escreveu que o objetivo seria permitir o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 7 de junho.
A Junta Nacional de Justiça informou que a renúncia não interrompe a apuração de responsabilidade por uma suposta falta grave cometida no primeiro turno.
De acordo com o Júri Nacional de Eleições, o resultado só será conhecido dia 15 de maio, mais de um mês após a votação.
Até a manhã desta quarta-feira (22), foram contabilizados 94% dos votos. Mas 5,2% foram enviados para Jurados Especiais, órgãos temporários para resolver controvérsias eleitorais.
A candidata de direita Keiko Fujimori lidera com 17%. A diferença entre o segundo colocado, Roberto Sanchez (12%), de esquerda; e o terceiro, o ultraconservador Rafael López Aliaga (11.9%), é de apenas 0.1%
O cargo de chefe da autoridade eleitoral peruana continua vago.
Lembrando que o Peru passa por uma crise política na última década. Nos últimos dez anos, o país já teve nove presidentes.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Mídia MS no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.







