Campanha em Campo Grande incentiva contribuintes a destinarem parte do Imposto de Renda a fundos sociais do município.A Câmara Municipal de Campo Grande aderiu à mobilização que incentiva contribuintes a destinarem parte do Imposto de Renda a fundos sociais voltados ao atendimento de crianças, adolescentes e pessoas idosas. A ação integra a campanha “Eu Sou Cidadão Solidário”, promovida durante o período de entrega da declaração, que neste ano segue até 29 de maio.
A proposta é ampliar a divulgação de uma possibilidade ainda pouco utilizada por parte dos contribuintes, mas que pode reforçar o financiamento de projetos sociais desenvolvidos no próprio município. A destinação pode ser feita no momento do envio da declaração, sem custo extra, com abatimento no imposto devido ou acréscimo no valor da restituição.
Como parte da mobilização, o delegado-adjunto da Receita Federal em Campo Grande, Henry Tamashiro de Oliveira, deve falar sobre a campanha na Tribuna da Câmara durante a sessão ordinária de quinta-feira, dia 23. A participação foi anunciada como forma de ampliar o alcance do tema e estimular mais adesões.
Pelas regras atuais, o contribuinte pode destinar até 3% do imposto devido ao Fundo Municipal para a Infância e a Adolescência e mais 3% ao Fundo Municipal do Idoso. O valor destinado não representa gasto adicional, já que sai do montante do próprio imposto.
Na prática, a medida permite que parte do recurso que iria integralmente para a União permaneça na comunidade, com aplicação em ações voltadas a públicos em situação de maior vulnerabilidade. A campanha aposta justamente nessa lógica para convencer o contribuinte de que a declaração também pode ser um instrumento de participação social.
O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy, afirmou que a parceria busca fortalecer as entidades atendidas por esses fundos e dar mais visibilidade à campanha neste período de declaração. “São organizações que atendem a pessoa idosa, as crianças e os adolescentes, que vão ser beneficiadas com o montante destinado através do Imposto de Renda. Esta Casa de Leis se une à Receita Federal para que possamos impulsionar a campanha neste ano”, disse.
A Receita Federal também destaca o potencial de arrecadação que ainda pode ser alcançado no Estado. Segundo o delegado Zumilson Custódio, a campanha tem como objetivo conscientizar os contribuintes sobre a possibilidade de manter parte do imposto em Mato Grosso do Sul, com retorno direto em ações sociais. “É uma campanha em parceria com a Receita Federal, Câmara Municipal, conselhos e entidades que prestam assistência a crianças e adolescentes, cuja intenção é dar ao contribuinte a opção de deixar parte do Imposto de Renda no fundo, o qual será revertido em prol de ações”, afirmou.
De acordo com ele, Mato Grosso do Sul tem potencial para arrecadar até R$ 200 milhões por meio desse tipo de destinação. O dado é usado pela campanha como indicativo de que ainda existe margem ampla para crescimento da participação dos contribuintes.
Um exemplo citado na divulgação da ação ajuda a explicar o mecanismo. Se uma pessoa tiver R$ 5 mil a restituir e optar por destinar R$ 1 mil aos fundos, receberá os R$ 5 mil somados ao valor destinado, totalizando R$ 6 mil, além da correção. A lógica é a mesma para quem tem imposto a pagar, com compensação dentro do próprio cálculo da declaração.
Os números mais recentes mostram avanço na adesão. Em 2025, Mato Grosso do Sul ficou entre os dez estados com maior volume de destinações do país. Ao todo, mais de R$ 10,3 milhões foram destinados por 4.692 contribuintes. Desse total, 59,3% seguiram para o Fundo da Criança e do Adolescente e 40,7% para o Fundo da Pessoa Idosa.
A campanha reúne diferentes instituições em torno da mesma proposta. Além da Câmara e da Receita Federal, participam da mobilização órgãos públicos, conselhos de direitos, entidades de classe e instituições de ensino superior. A intenção é ampliar a rede de divulgação e fazer com que mais pessoas saibam que a destinação pode ser feita de forma simples, dentro da própria declaração.
Ao reforçar a campanha neste período, a Câmara passa a atuar como ponto de apoio na tentativa de ampliar a circulação dessa informação. Em vez de criar novo custo ao contribuinte, a destinação permite redirecionar parte do imposto para fundos que financiam projetos locais e atendem diretamente quem mais precisa.
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