A Frente Parlamentar Mista Ambientalista lançou um plano para orientar a agenda socioambiental no Congresso Nacional nos próximos oito anos. O documento, batizado de Mapa do Caminho para a Agenda Legislativa Socioambiental, reúne diretrizes voltadas à atuação de deputados, senadores, assessores e equipes técnicas, com foco em articulação política, propostas legislativas e mobilização social.
A proposta parte do entendimento de que a crise climática precisa ocupar posição central no debate público e legislativo. Por isso, o texto defende o fortalecimento de políticas ambientais ligadas a temas como transição energética, proteção de biomas, justiça climática, governança e orçamento.
Segundo a senadora Eliziane Gama, coordenadora da frente no Senado, a intenção é transformar a pauta ambiental em algo mais próximo da população e menos restrito ao debate técnico. “Mais do que um diagnóstico, este mapa oferece ações concretas para popularizar a pauta climática, combater a desinformação e garantir que o desenvolvimento do Brasil seja guiado pela preservação da biodiversidade e pela inclusão de jovens, indígenas e periferias”, afirmou.
Elaborado em parceria com a ONG Legisla Brasil, o documento também aponta projetos e propostas em tramitação que a frente considera prioritários, como a PEC da Água e o projeto que cria a Política Nacional de Proteção de Rios. Além disso, defende o fortalecimento de instrumentos de financiamento, como o Fundo Clima e o Fundo Nacional de Meio Ambiente.
Na avaliação do deputado federal Nilto Tatto, coordenador da frente na Câmara, o material funciona como um norte para o atual Parlamento e também para a próxima legislatura. “O mapa é mais que um documento técnico, é um direcionamento para o Parlamento que será eleito nas urnas em outubro. Precisamos fortalecer a pauta socioambiental dentro do Congresso Nacional, temos muito trabalho a ser feito e essa agenda não pode ser tratada como periférica”, disse.
Um dos pontos centrais do plano está na comunicação. O texto sugere construir narrativas que enfrentem a ideia de que crescimento econômico e proteção ambiental são incompatíveis. A estratégia é aproximar o tema do cotidiano da população, conectando a pauta climática a questões como saúde, moradia e insegurança alimentar.
O documento também propõe integrar mobilização digital e articulação institucional para ampliar a pressão sobre parlamentares e influenciar decisões no Congresso. A avaliação é de que campanhas organizadas, quando ganham escala, aumentam o custo político da omissão e ajudam a impulsionar pautas específicas.
Mais do que um material interno da frente, o plano tenta servir como ferramenta para a sociedade civil, organizações e setor acadêmico. O diferencial do lançamento está justamente nesse esforço de dar forma política e estratégica a uma agenda que costuma aparecer de forma fragmentada no Legislativo.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Mídia MS no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.







