O Supremo Tribunal Federal vai decidir no dia 8 de abril como será escolhida a nova liderança do Rio de Janeiro. A Corte avalia se a eleição será direta, com voto popular, ou indireta, feita pelos deputados estaduais.
A análise ocorre após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, que deixou o cargo para disputar o Senado. Desde então, o estado enfrenta incerteza sobre a sucessão.
Na sexta-feira (27), o ministro Cristiano Zanin suspendeu a eleição indireta. A decisão atendeu a um pedido do Partido Social Democrático, que defende votação direta.
Zanin divergiu da maioria do STF. Para ele, a renúncia pode ter sido uma tentativa de contornar decisões da Justiça Eleitoral.
Impasse na sucessão
Sem definição, o comando do estado passou para o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, que assume de forma interina.
A situação ficou ainda mais instável após decisões envolvendo a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Uma eleição interna que definiria o novo presidente da Casa foi anulada no mesmo dia.
Além disso, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro marcou a recontagem de votos das eleições de 2022. A medida pode mudar a composição da Assembleia.
A crise se intensificou após decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que tornou Cláudio Castro inelegível por oito anos.
O ex-governador foi condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Ele afirmou que vai recorrer da decisão.
Outros nomes também foram atingidos, como Thiago Pampolha e Rodrigo Bacellar, o que aumentou a instabilidade.
Com a saída de Castro e sem sucessor direto, o estado enfrenta um vácuo de poder.
Agora, a decisão do STF deve definir o rumo da eleição e tentar restabelecer a normalidade institucional.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Mídia MS no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






