O Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), já recebeu mais de 1,5 milhão de visitantes desde a sua inauguração, marcando um ponto de inflexão no turismo estadual ao influenciar roteiros que antes privilegiavam destinos como Bonito e Corumbá. A mudança na dinâmica de visitação foi destacada por autoridades do setor turístico após o aquário de água doce mais extenso do mundo consolidar‑se como um polo de atração nacional e internacional.
Segundo a direção da FundTur MS (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), o aumento no fluxo de visitantes tem alterado a rota tradicional do turismo no Estado, com turistas estendendo sua estada na Capital antes de seguir para outras regiões. Esse comportamento tem favorecido não apenas o Bioparque, mas também o setor hoteleiro, gastronômico e de serviços em Campo Grande.
O diretor‑presidente da fundação, Bruno Wendling, afirma que a presença consistente de visitantes em diferentes épocas do ano — especialmente em férias e feriados — tem fornecido um novo ritmo ao turismo local. “O tempo de permanência do turista aumentou: quem antes vinha apenas de passagem, agora opta por ficar pelo menos um dia ou uma noite a mais aqui na Capital”, explicou Wendling.
Impacto econômico e social
O crescimento no número de turistas impacta diretamente a economia regional, estimulando a abertura de novos restaurantes, hotéis e serviços de entretenimento. Para o setor empresarial, esse aumento cria oportunidades de investimento e fortalece a oferta de experiências turísticas mais amplas em Mato Grosso do Sul.
Além do fluxo de visitantes, o Bioparque também tem recebido reconhecimento internacional, com menções em publicações especializadas como um dos principais destinos turísticos do mundo. Esse destaque contribui para o fortalecimento da marca turística de Campo Grande e do Estado como um todo.
Para os gestores, a atração representa mais do que um ponto de visita: é um espaço que combina educação ambiental, ciência, conservação e lazer, atraindo públicos variados — de famílias a estudantes e pesquisadores.
O Bioparque Pantanal reforça, assim, a importância do turismo sustentável e integrador na economia sul‑mato‑grossense, incentivando o desenvolvimento de novos roteiros que valorizam a biodiversidade, a cultura local e as riquezas naturais da região.
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