Mais de 700 participantes, programação simultânea em 12 municípios e um ecossistema em franca expansão. A 12ª edição do Startup Day marcou um novo momento no ambiente de inovação de Mato Grosso do Sul, consolidando o Estado como um dos polos emergentes no cenário nacional.
Promovido pelo Sebrae/MS, com articulação do Sebrae Startups, o evento reuniu empreendedores, investidores, especialistas e instituições públicas e privadas. Em Campo Grande, a programação ocorreu no Living Lab MS, com foco em conexões estratégicas e geração de negócios.
O crescimento em escala reflete um movimento consistente. Hoje, o Estado já contabiliza mais de 600 startups mapeadas, evidenciando avanço estrutural do ecossistema e maior capacidade de geração de soluções tecnológicas.
Durante o evento, o secretário Jaime Verruck destacou que Mato Grosso do Sul vive uma transição para uma economia baseada em inovação, tecnologia e sustentabilidade. O avanço, segundo ele, depende diretamente da capacidade de inserir pequenos negócios nesse novo cenário.
A leitura é reforçada por Ricardo Senna, que apontou a construção de políticas públicas voltadas ao setor. No entanto, especialistas ouvidos no evento indicam que desafios persistem, principalmente no acesso a crédito, na capacitação técnica e na conexão com mercados mais amplos.
Mais do que um evento, o Startup Day funcionou como plataforma de articulação entre diferentes atores do ecossistema. A integração entre setores foi um dos principais ativos da edição.
- Startups e empreendedores em fase inicial
- Investidores e empresas consolidadas
- Universidades e centros de pesquisa
- Órgãos públicos e instituições de apoio
Para o diretor do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, esse ambiente de conexão é decisivo para transformar ideias em negócios viáveis e escaláveis.
A programação trouxe um olhar prático sobre oportunidades. Um dos destaques foi o debate sobre como startups podem vender para o setor público, ampliando o mercado além da iniciativa privada.
Outro ponto relevante foi o painel sobre captação de recursos, com participação da Embrapii, que apresentou caminhos para financiamento, editais e estratégias de investimento.
A orientação reforça uma tendência: startups precisam cada vez mais dominar não apenas tecnologia, mas também gestão, modelo de negócio e acesso a capital.
O evento também evidenciou startups sul-mato-grossenses que já operam em expansão para outros estados e até fora do país. Esses casos funcionam como prova concreta de que o Estado deixou de ser apenas consumidor de inovação para se posicionar como produtor de tecnologia.
Atividades práticas, visitas a laboratórios e dinâmicas de conexão aproximaram os participantes da aplicação real dessas soluções, reduzindo a distância entre teoria e mercado.
Entre os participantes, o principal destaque foi o acesso direto a conhecimento e conexões. Profissionais do agronegócio buscaram entender como aplicar tecnologia no campo, enquanto investidores analisaram novas oportunidades.
O networking apareceu como um dos maiores ativos do evento, permitindo troca de experiências e aproximação com especialistas e possíveis parceiros de negócio.
A avaliação geral é de que Mato Grosso do Sul entrou em uma nova fase no campo da inovação. O crescimento em número de startups, a interiorização das ações e a presença de instituições estruturadas indicam um ecossistema mais maduro.
Ao mesmo tempo, o avanço exige continuidade em políticas públicas, maior integração entre atores e fortalecimento do acesso a mercado e financiamento.
A edição de 2026 do Startup Day não apenas ampliou números, mas consolidou um posicionamento estratégico: o Estado passa a disputar espaço como ambiente competitivo para inovação no Brasil.
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