O deputado estadual João Henrique intensificou as articulações políticas após deixar o PL e agora tenta consolidar sua pré-candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul com apoio de lideranças da direita. A estratégia mira principalmente os chamados “bolsonaristas raiz”, em uma tentativa de repetir o movimento adotado nas eleições de 2022.
A saída do partido ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro declarar apoio ao atual governador Eduardo Riedel (PP) no estado, o que gerou divergências internas e inviabilizou a permanência de João Henrique na sigla.
Agora filiado ao Novo, o parlamentar enfrenta desafios estruturais, como a ausência de tempo de propaganda eleitoral e de recursos do fundo partidário. Mesmo assim, tem intensificado reuniões com lideranças políticas para fortalecer um projeto de oposição.
Entre os nomes procurados está o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), que após encontro com o deputado admitiu a possibilidade de renunciar ao cargo para disputar as eleições. Ele também foi convidado a se filiar ao Novo e pode até compor como vice em uma eventual chapa.
João Henrique também mantém diálogo com Gianni Nogueira, que chegou a cogitar mudança partidária, e com o deputado Capitão Contar, aliado em 2022. Na última eleição, mesmo filiado ao PL, João apoiou Contar, que disputou pelo PRTB e chegou ao segundo turno.
Atualmente no PL, Contar enfrenta incertezas dentro da sigla. O ex-presidente Jair Bolsonaro indicou preferência por Marcos Pollon como candidato, ampliando a disputa interna, que ainda envolve nomes como Reinaldo Azambuja e a própria Gianni.
Com o prazo da janela partidária se encerrando em 4 de abril, a definição dos candidatos deve ocorrer sob forte pressão política. Enquanto isso, João Henrique aposta na articulação direta com lideranças e na construção de uma candidatura alternativa no campo da direita.
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