Um protesto organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) provocou um bloqueio na BR‑163 nesta sexta‑feira (20) e gerou uma fila de veículos de até 16 quilômetros entre os municípios de Sinop e Sorriso, no estado de Mato Grosso do Sul. Os manifestantes reivindicam a presença do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para tratar de demandas relacionadas a processos de reforma agrária e regularização fundiária.
Os participantes do ato, que incluíram agricultores familiares e apoiadores da reforma agrária, interromperam o tráfego de caminhões, carros e ônibus por várias horas, afetando o fluxo de pessoas e de mercadorias na importante rodovia que liga o Centro‑Oeste ao Norte do país. A mobilização causou congestionamentos significativos e exigiu atenção das autoridades de trânsito para orientar motoristas e reduzir riscos de acidentes.
Os manifestantes afirmaram que esperam uma agenda formal com representantes do governo federal e pedem respostas sobre pendências no atendimento a famílias assentadas ou em processo de assentamento. Entre as pautas estão a conclusão de processos burocráticos no INCRA, acesso a infraestrutura rural e apoio técnico para produção agrícola.
Caminhoneiros que ficaram parados na fila relataram frustração com a paralisação e cobraram agilidade na liberação do trânsito. Alguns veículos transportavam cargas perecíveis, o que aumentou a pressão sobre os organizadores e as forças de segurança para encontrar uma solução rápida.
A Polícia Rodoviária Federal esteve no local para monitorar a situação, orientar os motoristas e negociar com os líderes do protesto a liberação parcial da pista, de forma a permitir o fluxo alternado de veículos até que a mobilização fosse encerrada.
A manifestação mobilizou diferentes segmentos sociais e chamou a atenção para a necessidade de diálogo entre movimentos sociais e instâncias do governo responsáveis por políticas agrárias. Até a publicação desta matéria, a rodovia ainda apresentava pontos de lentidão e as negociações com o INCRA ainda não haviam resultado em um convite formal ao presidente do órgão.
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